
Não.
Primeiro ponto: Scrum é um framework de gerenciamento de projetos, e não de engenharia. Obrigatoriamente você vai precisar de alguma técnica complementar se quiser que seu desenvolvimento de sistemas (no caso) esteja dentro do que se considera aceitável. Os responsáveis pela adoção acreditam realmente que apenas o Scrum vai salvá-los da danação eterna.
Segundo: usar Post-its, quadros brancos, burndown charts e mimimitings não significa que você esteja usando Scrum. Daily Meetings semanais e Stand-up Meetings sentados, com três horas de duração também não tem nada a ver com Scrum.
Terceiro: Aposto um dedo da mão direita como um “Scrum” aplicado dessa forma vai afundar o projeto, ou pelo menos vai gerar um produto de péssima qualidade, caro de se manter e muito, mas muito estressante de se trabalhar.
Aposto outro dedo da mesma mão como o Scrum vai levar a culpa e vai ser banido a pontapés da empresa. Com o risco de alguém olhar para trás e se transformar numa estátua de sal.
Pedir a benção do Papa para ‘implantar Scrum’ dentro da empresa não soa exatamente ágil. O que a empresa teoricamente espera é software que funciona, com qualidade, dentro de prazo e custo estimados. Se você tem que beijar a mão do bispo para conseguir trabalhar direito, a agilidade definitivamente não faz parte do DNA da empresa.
E finalmente, imprimir “Scrum & XP from the Trenches” e ler passo a passo antes de tomar uma decisão só mostra o quão despreparadas estão as pessoas envolvidas. Por maior que seja a boa vontade, não vai rolar.
Scrum é flexível, e muito. Mas mudar os alicerces do framework é como ser católico sem acreditar em Deus.
Como bem escreveu Rodrigo Panachi, “agilidade não é metodologia, é atitude”.
Update: Recomendo a leitura do artigo do Rodrigo Yoshima.
Escrito por Developer 
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