Choque cultural

27.maio.2009
Diferenças culturais são bem difíceis de conciliar quando você trabalha em outro país, com outros povos. E sob pressão isso só tende a piorar.

Rated R

26.maio.2009

“Fazer refactoring sem testes é o mesmo que pegar puta no calçadão e depois dizer ‘eu não sabia’ quando as coisas não saem como esperado.”

Pensamento antigo, mas válido.


On the road

11.maio.2009
Devo estar há mais de mês sem publicar aqui.

Nesse meio tempo, a pressão só aumentou, passei Abril inteiro na matriz (ou na Matrix, como preferem alguns) desenvolvendo um projeto de seis meses em trinta dias. Hoje viajo para apresentar outro projeto e na semana que vem embarco novamente para fazer a instalação do projeto.

Além de fotos, eu sempre tento trazer dessas viagens alguma experiência que me faça crescer profissionalmente. Conforme for tendo tempo para respirar, vou publicar aqui alguns rabiscos que tenho feito “na estrada”.

Stay tuned.


Sobre garrafas d’água e janelas quebradas

27.março.2009
Há semanas eu queria publicar isso, mas a correria e a avalanche de viagens atrasou um pouco a coisa por aqui. A boa é que meu plano de milhagens ficou mais gordinho depois do último mês.

No escritório em que trabalho há um frigobar. No frigobar há uma garrafa d’água cuja função (duh) é fornecer água gelada aos funcionários e visitantes. Sem dúvida, nesses tempos de calor excessivo, um copo bem servido de água gelada é muito bem vindo.

O problema é que todo mundo gosta de tomar aquele copão de água refrescante, mas ninguém gosta de encher a garrafa de volta e, aquele que pega essa tarefa, gasta bons minutos enchendo uma garrafa vazia e bebendo água morna.

E o que você tem a ver com o que acontece no escritório?

Pense que a garrafa é um software. Você chegou da rua, com calor e suado e quer água gelada. Você foi jogado num projeto e quer código limpo,claro e que funcione, certo?

Só que, sinto dizer, as chances de você encontrar isso no seu novo projeto é ainda menor do que as chances de encontrar água gelada, e o motivo é bem simples: maioria das pessoas quer simplesmente se livrar do problema, pular para a próxima tarefa, correr logo para casa e/ou mostrar produtividade para a chefia. Poucos percebem que isso vai criando uma bola de neve, ou de fezes, que só cresce, e afoga o próximo que tiver que meter a mão no lodo.

“Não tenho tempo”, “o próximo que se dane” ou simplesmente “não reparei que estava fazendo isso” são as desculpas mais comuns e, infelizmente, tentar convencer essas pessoas do contrário é tão produtivo quanto lavar burro com xampu anticaspa.

Alguém um dia disse que, se quisermos um mundo melhor, temos que começar a limpar nosso próprio quintal. Se eu quero ter sempre água gelada, eu completo o que acabei de beber. Se eu quero um código limpo, eu corrijo, dentro do possível, o código em que estou trabalhando, e faço o possível para deixar código limpo para quem vier depois. E não compensa esperar que as outras pessoas mudem de comportamento, por mais que os cursos por aí preguem o contrário.

Conserte as janelas quebradas, escreva testes, não jogue papel na rua, limpe os pés antes de entrar e, pelo amor da sua divindade preferida, encha a porra da garrafa d’água depois de se servir.

E bom fim de semana.


питона ou Рубин?

13.fevereiro.2009
Reclamaram a respeito do meu post sobre tradução do NetBeans.

Ok. Pense que você está num escritório no exterior e precisa programar no NB. Aparecem as opções питона e Рубин para você escolher a linguagem de programação.

E agora, José?

Ah, mas você não está programando na Rússia. Ok, pode ser. Mas na empresa onde trabalho não é incomum você utilizar um sistema operacional ou mesmo o Eclipse em francês, por exemplo.

Fica a dica para quem sentir a necessidade.


On the road

28.janeiro.2009
Acho que a parte mais difícil de se viajar a trabalho, profissionalmente falando, é o choque cultural com os nativos do lugar.

O ritmo invariavelmente vai ser outro, a velocidade de execução, e muitas vezes até mesmo o comprometimento vai ser motivo para perder a calma.

Não se pode mudar o mundo, afinal. Quem me garante que são eles os errados?


Falar é fácil…

23.janeiro.2009
Num mundo perfeito, a vida profissional serve para dar condições de termos uma vida pessoal decente e, por que não, divertida.

A menos que você seja chamado para trabalhar nas ilhas Cook, não é o que acaba acontecendo.

Bom fim de semana.